19 de setembro de 2012

Céu pintado



Onde me perdi exactamente
No meio desta tempestade de ira
Onde ficou a pureza no olhar quente
Numa voz ausente que já não respira

Por onde ficaram os passos marcados
De uma busca esquecida de amargo
Por onde andaram os meus abraços
Que atormentaram a alma com desamparo

Por quem me transformei nesta corrida
Que não vejo ou entendo aqueles que magoam
Por quem me tomam, gente sem Vida?
So me desejam as lágrimas que desmoronam

Entre destroços de um campo rendido ao desamor
Espalhado nas cinzas convertidas em chamas
Do desencanto de um dia negro cheio de dor
Calaram de pranto as aguçadas labaredas

Como alcançar a esperança vencida?
De quem já não espera para ver o verde nascer...
Neste lugar inóspito largado à tristeza do rancor
Nascido de quereres demasiados sérios para merecer
Um novo amanhã repleto de energia e amor!

Como trazer até dentro deste tornado
A pacificidade de pólen vaguear na orla do vento
Salpicando o horizonte em tons saturados como que o pintando
Para alegrar este céu difícil de contentar no momento!

1 comentário:

Sofia disse...

Oh obrigada, fico mesmo feliz por gostares :)