12 de setembro de 2012

Meu pai

Na sinceridade do teu lindo sorriso espontâneo
Perco-me numa ternura imensa, em ti espelhada
Onde não cabem palavras, vislumbro-te encantada
Num espaço escondido dentro de mim para sempre

E em cada momento preenches-me a alma
Num querer tornar eterna esta rica passagem
Sem medos ou refúgios, vivendo a tua calma
De quem confia no tesouro à espera na outra margem

Revelas a alegria por me dares a mão e carinho
Mesmo quando o piso é tortuoso com espinhos
Que tantas vezes presencias o meu caminhar sem Ver
A sabedoria que trariam tantos outros caminhos por escolher

E jamais desistes de apoiar, aconselhar, ralhar..
Para por fim aceitar! a dor de me veres tropeçar....
Nos trilhos lamacentos que a tempestade deixou
Numa enchurrada qualquer de um clima que mudou!

E eu abraço-te de volta
Num aperto demorado
Sem pressa de seguir,..
sair ou partir!!

Do lugar perto, aconchegado
Que é o teu poema, sem palavra solta
És o oceano no mundo
Que banha a terra MÃE
Sem ti o meu Ser fica mudo!
Sabendo sequer ao que vem!


1 comentário:

Luís M.Castanheira disse...

Estrela por mim criada
o interior em Alvorada
Luz que a ti me conduz
me deixa olhar em frente
fazer o caminho em mente
o Amor que em mim produz.

Amo-te,
e obrigado por tudo o que és!